Um levantamento confirmou em números o que muitos já sabem ou até desconfiam: 58% dos brasileiros não gostam de dedicar tempo para cuidar das próprias finanças.

A pesquisa é do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e foi realizada com 805 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais.

Com esse percentual alto, resolvi fazer um post para a turma que não gosta de dedicar tempo para cuidar do próprio dinheiro.

Nem preciso repetir que uma solução para sair dessa encrenca de não cuidar das finanças é ter uma assessoria financeira personalizada, não é?

Porque cuidar das finanças pessoais demanda, além de conhecimento técnico sobre o assunto, um trabalho de autoconhecimento.

É preciso saber que tudo o que está por trás dos números significa na sua vida e como você se sente em relação a isso. E como planejadora, ajudo nessa busca.

Parece papo de terapeuta – e até é -, mas traz um resultado positivo para as suas finanças.

Já vi cliente que, nas primeiras reuniões de planejamento financeiro, não suportava olhar para a planilha pois não queria encarar os valores que estava gastando todo mês.

Depois de um trabalho personalizado, tomou gosto pela anotação, pois, com a minha ajuda, aprendeu a pensar e a cuidar do próprio dinheiro.

BARREIRA TAMBÉM É EMOCIONAL

Fico tão feliz quando vejo outra pessoa satisfeita e orgulhosa por ter ultrapassado essa barreira, que é 90% de raiz emocional.

O levantamento que citei no começo do texto mostra um pouco da importância do planejamento financeiro que faço, um trabalho que envolve aspectos técnicos e comportamentais.

O estudo mostra que 91% dos consumidores não fazem o controle do orçamento por não terem familiaridade com a matemática e 45% afirmaram que gastam muito por impulso.

CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS

Uma consequência de não cuidar das finanças é o endividamento excessivo, causado pelo descontrole. A pesquisa mostra que 17% dos respondentes precisam do socorro do cartão de crédito e do limite do cheque especial para pagar as contas do mês.

Pior: mais trabalhoso do que preencher planilhas de orçamento para controlar os gastos é ter de reorganizar e consolidar dívidas. Além de trabalho, leva tempo, que também é precioso.

Outro dado triste da pesquisa é que 48% nunca ou somente às vezes planejam seus recursos para realizar um sonho. A pesquisa mostra que 38% nem sempre têm planos para o futuro.

Quando iniciamos o processo de planejamento financeiro, conversamos de forma a resgatar esses planos e sonhos muitas vezes perdidos. E investimos para realizá-los. Afinal, o que seria da vida sem os sonhos e sem a esperança de um amanhã melhor?